sábado, 9 de abril de 2011

Farmácia Amazônica!!!

29/12/10 - 08h06 - Atualizado em 29/12/10 - 08h06

Pesquisa quer criar anti-inflamatório a partir de árvore da Amazônia

Óleo de copaíba já era usado por índios antes da chegada de portugueses.
Medicamento pode ser vendido em até 5 anos, acreditam estudiosos.
Do Globo Amazônia, em São Paulo
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Extração do óleo não depende de derrubada da árvore. (Foto: Reprodução/ TV Globo)

Pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP) desenvolvem um anti-inflamatório criado a partir do óleo da copaíba, árvore com grande concentração na Amazônia e também presente em outras áreas do país. As informações são da agência USP.


O óleo já era usado para tratamento por populações indígenas antes da chegada dos portugueses e hoje está comprovado cientificamente que ele tem propriedades de um anti-inflamatório. Por isso, pesquisadores trabalham no desenvolvimento de um medicamento, que ainda passará por diversos testes.

O medicamento poderá ser comercializado em até 5 anos, segundo estimativa dos pesquisadores, que desenvolvem o estudo junto com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Fiocruz e uma empresa farmacêutica de Indaiatuba, em São Paulo. O teste do remédio em animais já foi aprovado.

Pesquisadores defendem que o uso do óleo da copaíba para produção de medicamentos não resulta em impacto negativo ao meio ambiente. Isso porque a extração do óleo pode ser feita sem a necessidade de derrubar a árvore.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Chacina em Realengo!!!

A chacina é o show da vez

08/04/2011
Se não bastasse todo brasileiro médio ser um pouco anti-americano – e não só por influência das bobagens da nossa direita nacionalista e de nossa esquerda atrasada – ainda por cima foi necessário agüentar, na TV de ontem, algumas figuras tentando se livrar de mais um problema nosso jogando a culpa nos Estados Unidos ou no “Primeiro Mundo”. Realengo, Realengo: foi nossa “primeira chacina” made in USA – eis aí o que psiquiatras, políticos, jornalistas e outros papagaios quiseram nos fazer crer pela TV. Todavia, logo que diziam isso, passavam alguma reportagem que, na cara dura, os desmentia. Como? Simples: as reportagens mostraram, junto com massacres ocorridos em vários outros países, alguns que ocorreram no Brasil. Aliás, tiros em escolas ocorrem todos os dias. Esses fatos não viram notícia porque são encenados por atiradores ruins de mira, o que não foi o caso do ex-aluno do colégio de Realengo.
Além de comemorar com a tragédia seu fanatismo anti-americanista, a imprensa também comemorou a própria tragédia. O que houve de gente que forçou as lágrimas para parecer … humano, ao menos na TV, extrapolou o que eu desejaria ver. Esperava que apenas alguns políticos vertessem lágrimas de crocodilo. Mas que nada, o que vi de gente esquisita querendo chorar e, não raro, não conseguindo, não foi pouco.
Digo isso com tranqüilidade. Poucas vezes na vida tive tanta certeza ao dizer uma coisa como esta: nossas elites políticas e nossa sociedade em geral não estão nem um pouco interessadas em cuidar de escolas ou de educação ou de crianças. Mas, quando esse povo tem oportunidade de se descabelar na frente de uma escola abandonada ao Deus dará, não perde isso por nada no mundo. Pais que jamais apareceram na escola foram chamados, desta vez, para uma reunião de morte e não para reuniões pedagógicas, e, então, finalmente, compareceram. Um aviso para a diretora: na próxima reunião pedagógica, use um revólver, não carta ou e-mail. Políticos que nunca foram numa escola pública estiveram no local, em comissão, visitando as instalações e prestando “solidariedade”, principalmente se tal coisa podia render alguns segundos na frente das câmeras. Ministros e secretários que desconsideram os salários dos professores e as condições de falta de mão de obra em escolas apareceram na TV. Não deixaram de dizer que haviam deslocado todos os recursos dos governos a eles ligados para ajudar no problema da chacina e da escola em geral. Novamente me veio a lição: quando os professores estiverem em greve por melhores salários e condições dignas de trabalho, deverão eles dar uns tiros também? Deverão acertar as crianças, eles próprios ou os pais? Sim, pois, para chamar a atenção, precisam acertar quem não merece. Não podem atirar nos políticos!
É claro que uma escola com professores ganhando bem e com segurança pode evitar, sim, o que ocorreu ontem. Escolas bem preparadas evitam um monte de problemas. Aliás, é exatamente isso que nos ensinam os países dos Primeiro Mundo, principalmente os Estados Unidos: basta reparar o número de chacinas evitadas pelos seguranças de universidades e escolas públicas, nesses países, e aí fica fácil entender o que estou dizendo. No Brasil, a violência na escola é de tal ordem que o sindicato paulista dos professores mostrou, há alguns anos, que mais de 85% dos professores, em cinco anos de trabalho, haviam sofrido ao menos uma agressão em sala de aula – agressão mesmo! O que é isso? Falta de segurança? Não somente, mas principalmente o problema da deterioração geral do ambiente escolar por falta de uma política salarial e por falta de uma política maior de melhoria da vida escolar. Pois o professor que é agredido é o professor pobre ou que aparenta pobre. Quando o professor tinha o mesmo status financeiro do delegado, do juiz e do prefeito, em cada cidade, as coisas eram bem diferentes. Em uma sociedade fortemente hierarquizada pelo poder do dinheiro, como é a nossa, é fácil ver quem fica à mercê da perda de respeito quando os salários são estancados. A escola deixou de ser escola quando fizeram do professor alguém que não poderia mais estar nos palanques dos políticos, em dias comemorativos, só nos palanques dos sindicatos. Foi por aí que tudo se perdeu. Foi arrancada do professor do ensino básico a condição de pertencimento das elites locais. Isso é que iniciou a quebra de prestígio da escola e, então, a corrente de migração das classes médias da escola pública para a particular. A partir daí, nada mais funcionou.
O atirador da escola de Realengo mataria alguém, dentro ou no portão da escola. Claro. Mas, aqui, meu problema não é com ele. Sobre ele, já escrevi. Sobre como diminuir problemas desse tipo, já falei em outro texto e, enfim, também neste, ao lembrar da segurança das escolas no Primeiro Mundo. Meu problema aqui é o de mostrar que, infelizmente, só o barulho do revólver e só a cor de sangue faz a sociedade voltar os olhos para a escola brasileira. Que continue o show! Todos parecem pedir isso.  O show de ver políticos – todos – irem para a TV para dizer que “educação é prioridade”. Mas não é. E não é porque a nossa sociedade não tem mais o ensino escolar como um valor. As pessoas se acostumaram a ver escolas sem banheiro, sem guardas, sem material e, enfim, se habituaram a ver o professor como mendigo, despreparado moral, intelectual e financeiramente. Nossa sociedade aprendeu a valorizar o diploma, não o ensino. Os alunos estão aprendendo também essa inversão moral. Querem nota e “progressão automática”. Os pais reclamam disso, mas, no fundo, também querem exatamente somente isso. A escola? Ah, quando alguém promover nova desgraça, todos aparecerão lá novamente. A escola vai para a TV quando há sangue, drogas, violência e coisas assim. Fora disso, volta o cotidiano de um ambiente de mortos – mortos literais e mortos metafóricos.
© 2011 Paulo Ghiraldelli Jr. , filósofo, escritor e professor da UFRRJ

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Era dos carecas que eles gostavam mais!

06/04/2011
É claro que todo cientista que tenha alguma ambição quer descobrir a cura da calvície. Os laboratórios do mundo todo estão investindo bastante nisso, já há muito tempo. Dado que a vaidade masculina é a segunda maior do mundo, perdendo apenas para a do pavão, todos nós sabemos que o pote de ouro no final do Arco Iris não é uma promessa só para gays, que se apropriaram do Arco Íris, mas para quem encontrar uma solução boa e definitiva para os carecas saírem do martírio.
Gerald Ford foi o presidente dos Estados Unidos que não conseguiu o que todos conseguem (até Bush levou!), que é se reeleger. Todo mundo disse para ele que foi por falta de tempo, por conta do mandato tampão. Mas ele jamais acreditou nisso, culpou a si mesmo por ser careca. Kojak fez muito sucesso careca, mas todos dizem que ele era sexy não por isso e, sim, por ficar com aquele eterno pirulito na boca. Ben Kinsgley sobreviveu bem ao fato de ser careca, mas o problema é que ele nasceu careca e assim ficou. Carecas desse tipo não contam no ranking. O que conta mesmo é gente como Homer Simpson que, careca, feio e barrigudo conseguiu ser apontado como um dos homens mais sexy do mundo.  Mas, sendo Homer um desenho, ele seria o mais sexy de qualquer maneira num mundo onde as coisas tomaram o lugar dos humanos. Se você é filósofo, então, pode tentar suportar ser careca, uma vez que há sempre o argumento – que não foi inventado pelo professor Nicolao – que diz que os cabelos caíram por causa da atividade intensa na parte interior da cabeça.  Bem, há de tudo para ser dito no mundo dos carecas. Mas, uma coisa é certa: não há careca não sonhe com o tal remédio contra a calvície. E um dia, esse remédio apareceu.
Não faz muito tempo, mas o certo é que nesses últimos anos a droga contra a calvície esteve aí na jogada, quase pronta para ser comercializada em grande escala. Seria como que a descoberta do Viagra – algo para rachar o bico de ganhar dinheiro. Todavia, por falar em Viagra, veio a desgraça: a tal droga deixa você cabeludo, mas impotente (Folha, 6/04). Sim! Estou falando a verdade. Os laboratórios encontraram aí um problema na droga: ela tira a libido, causa impotência, e isso durante cinco anos após o uso. Só após cinco anos os efeitos desaparecem. Você fica lindo, gostosão, cabeludo e, no entanto, incapaz. Você pode acoplar isso, já que falamos de Viagra, a mais um remédio.  Todavia, o problema parece não se resolver de modo tão simples assim. Para muitos novos cabeludos, nem mesmo o Viagra ajuda.
Já se sabia disso quando o remédio (Finasterida) foi lançado e a bula, no Brasil, não deixava de informar que a coisa não era rósea. Todavia, a vaidade no mundo masculino faz coisa que qualquer mulher duvida. E as conseqüências têm aumentado o número de corneamentos no Brasil.
O fato é que ninguém agüenta mais ter a cabeça de cima igual à cabeça de baixo. É injustiça. E pior injustiça ainda é você dizer: “amor, você podia ficar com duas cabeças carecas, porém com as duas funcionando, agora, nenhuma das duas funciona – a cabeluda está preocupada, decepcionada, a careca está caída, e de vez”. Uma mulher é capaz de perdoar uma cabeça falhando, a de cima, se ela for suprida pelo cartão de crédito abastecido. Mas duas, não.
O pavão continua tendo o seu problema, que são os pés. O homem continua a ter os seus problemas, que são suas cabeças.
© 2011 Paulo Ghiraldelli Jr, filósofo, escritor e professor da UFRRJ

quinta-feira, 24 de março de 2011


:

ministro Luiz Fux vota contra aplicação da Lei da Ficha Limpa nas eleições de 2010

Voto de Fux era o mais esperado no julgamento de hoje sobre a validade da lei

Atualizada às 20h33min
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) derrubaram, nesta tarde, a validade da Lei da Ficha Limpa nas eleições de 2010. Votaram contra a aplicação da lei em 2010 os ministros Gilmar Mendes, Luiz Fux, Dias Toffoli, Marco Aurélio, Celso de Mello e Cezar Peluso. Votaram a favor as ministras Cármen Lúcia, Ellen Gracie, e os ministros Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa e Ayres Britto.





VOTO A VOTO: 
20h — Ministro Cezar Peluso afirma que mantém sua posição: vota contra a validade da Lei da Ficha Limpa nas eleições de 2010. Com isso, está barrada a aplicação Lei da Ficha Limpa nas eleições de 2010.

19h53min — O ministro Celso de Mello também acompanha o voto do relator.


19h50min — O ministro Marco Aurélio acompanha o voto do relator.

19h40min
 — A ministra Ellen Gracie vota com a divergência, contra o voto do relator.

19h34min
 — M
inistro Ayres Britto vota pela manutenção da Lei da Ficha Limpa nas eleições de 2010.
19h08
— Joaquim Barbosa, em breve manifestação, também mantém seu voto, já conhecido, a favor da validade da Lei em 2010.

19h05 — O ministro Ricardo Lewandowski vota a favor da Ficha Limpa, mantendo seu posicionamento já apresentado na Corte.

18h36 — Cármen Lúcia vota a favor da manutenção da Lei nas eleições de 2010.

18h31min
— A palavra é passada para a ministra Cármen Lúcia.

18h30min — Sem ler seu voto por completo, Dias Toffoli acompanha o relator Gilmar Mendes e vota contra a aplicação da Lei da Ficha Limpa em 2010.

18h16min — O ministro Dias Toffoli passa a ler seu voto.

18h15min — Luiz Fux conclui o voto e posiciona-se pela não aplicação da Lei da Ficha Limpa em 2010, seguindo o voto do relator Gilmar Mendes.

17h29min — Ministro Luiz Fux lê o seu voto.

17h26min — O presidente da Corte, ministro Cezar Peluso, declara reabertos os trabalhos.

16h39 — O presidente da Corte, ministro Cezar Peluso, suspende a sessão por 20 minutos.

16h35 — O ministro Gilmar Mendes, relator do caso, vota pela não aplicação da Lei da Ficha Limpa em 2010.

15h23 — Ministro Gilmar Mendes, relator do caso, lê seu voto.

15h — Tem início o julgamento de recurso em que o STF analisa constitucionalidade da chamada Lei da Ficha Limpa. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, lê seu parecer.


O JULGAMENTO
O assunto mais importante do dia no plenário da Corte foi chamado apenas após o julgamento de diversos recursos de menor importância, ainda sem a presença dos ministros Joaquim Barbosa e Ellen Gracie.

O plenário está bem mais vazio do que nas outras ocasiões em que o tema foi levado à discussão: no caso do candidato ao governo do Distrito Federal na eleições passadas, Joaquim Roriz, que acabou desistindo da candidatura e invalidou o julgamento; e no de Jader Barbalho, que concorria ao Senado no Pará.

Em relação a esse último, uma norma interna do STF foi usada em caráter emergencial para desempatar a votação e tornar Barbalho inelegível. Desde então, os ministros aguardavam a chegada do décimo primeito integrante da Corte, Luiz Fux, para resolver a questão.

Encontra-se no plenário o advogado de Jader Barbalho, Eduardo Alckimin, que afirmou mais cedo que entrará com uma ação rescisória no STF para desfazer a penalidade de seu cliente caso a Corte decida que a norma não vale para 2010.

Também estão presentes militantes do Psol, como o candidato ao governo do Distrito Federal pelo partido, nas últimas eleições, Toninho do Psol. Esse também é o partido de Marinor Brito, que ficou com a vaga de senadora no Pará com a inelegibilidade de Barbalho. Não há presença de manifestantes perto do STF. Mesmo assim, a segurança foi reforçada.
ZERO HORA

Comentários

Giovani

Denuncie este comentário23/03/2011 20:09Acreditar que esta lei da ficha limpa seja aprovada é a mesma coisa que acreditar em Papai Noel neste Brasil quanto mais malandro mais valor tem justiça neste Pais virou gozação.

Zeno

Denuncie este comentário23/03/2011 18:49O PT tá mandando no Executivo, Legislativo e no Judiciário. Agora não precisamos mais de eleições. O PT decide tudo, OK?
Luiz Fux lê o seu voto durante sessão no STF - Gervásio Baptista / DivulgaçãoSTF
Luiz Fux lê o seu voto durante sessão no STF
Foto:Gervásio Baptista / DivulgaçãoSTF

quarta-feira, 23 de março de 2011

Rede Ferroviária!



 

A IMPORTÂNCIA DAS FERROVIAS PARA O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO BRASILEIRO
Sandro Luís PieperFaculdade Atlântico Sul de Pelotas
salupi@ibest.com.br
Eduardo Mauch Palmeira
Faculdade Atlântico Sul de Pelotas


Revista académica de economía
con el Número Internacional Normalizado de
Publicaciones Seriadas  ISSN 1696-8352

A IMPORTÂNCIA DAS FERROVIAS PARA O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO BRASILEIRO
Sandro Luís PieperFaculdade Atlântico Sul de Pelotas
salupi@ibest.com.br
Eduardo Mauch PalmeiraFaculdade Atlântico Sul de Pelotas eduardopalmeira@brturbo.com.br

RESUMO
Este trabalho tem objetivo de demonstrar a importância das ferrovias brasileiras para um melhor escoamento de suas mercadorias. Apesar dos investimentos realizados pelo BNDES e o processo de desestatização terem contribuído bastante para que as ferrovias brasileiras conseguissem atingir resultados melhores, ainda falta muito a ser feito. Além de existir carência de malha ferroviária no Brasil, existe outro problema que impede um maior fluxo de trens em distâncias mais longas é a falta da padronização das bitolas nas junções das malhas férreas sob concessão de distintas empresas operantes. Porém, mesmo com todas as dificuldades apresentadas, o transporte ferroviário mostra-se bastante competitivo quando comparado a outros modais brasileiros, isto devido a sua grande capacidade de carga na qual consegue atingir no transporte tanto de mercadorias como de passageiros.eduardopalmeira@brturbo.com.br

RESUMO
Este trabalho tem objetivo de demonstrar a importância das ferrovias brasileiras para um melhor escoamento de suas mercadorias. Apesar dos investimentos realizados pelo BNDES e o processo de desestatização terem contribuído bastante para que as ferrovias brasileiras conseguissem atingir resultados melhores, ainda falta muito a ser feito. Além de existir carência de malha ferroviária no Brasil, existe outro problema que impede um maior fluxo de trens em distâncias mais longas é a falta da padronização das bitolas nas junções das malhas férreas sob concessão de distintas empresas operantes. Porém, mesmo com todas as dificuldades apresentadas, o transporte ferroviário mostra-se bastante competitivo quando comparado a outros modais brasileiros, isto devido a sua grande capacidade de carga na qual consegue atingir no transporte tanto de mercadorias como de passageiros.

domingo, 13 de março de 2011

Palavras de Paz!!!

Suprema sabedoria
Prem Rawat in Mexico City
Às vezes somos envolvidos por tudo o que está acontecendo no mundo e isso nos deixa incrivelmente confusos. As pessoas dizem: "É assim". Fala-se de Deus, da vida após a morte, da vida antes da vida.
A vida tem a ver com o agora. Certa vez me disseram que fui um imperador na minha vida passada. E daí? Quando se vive a vida por meio de explicações talvez seja importante saber o que a gente era numa vida passada ou o que acontecerá depois desta vida. Mas, quando se vive entendendo o valor desta vida, todas essas coisas são irrelevantes. A única coisa que é relevante é que estou vivo. Agora.
Quando se vive de explicações só se cria uma coisa. Confusão. Quando se vive pelo valor de sua existência hoje o que se cria é clareza, simplicidade, gratidão, entendimento. Não especulação. Se você disser: "Explique por que meu pneu furou", certamente encontrará alguém para lhe explicar. Não há falta de explicadores.
Por quê? Porque na verdade não sabemos. É fácil dizer: "Sou José, ou Maria ou Patrick. Desculpe. Você não é isso. É outra coisa. É fácil dizer: "Minha mãe se chama isso, meu pai se chama aquilo". Mas somos mais do que isso. "Tenho diploma universitário. Sou formado. Sou doutor. Sou advogado. Sou isso. Sou aquilo. Não, você é mais do que isso também. "sou uma dona-de-casa". Não. É mais do que isso. "Sou mãe. Sou pai." Você é mais do que isso também.
Audience
Todas essas relações pelas quais você se orienta são relativas. Elas são e deixam de ser. Você está em processo de mudança. Embora não pareça. É preciso entender o que está mudando e o que não está. Neste rio da vida, você está num barco em movimento. Quando você olha para fora, parece que tudo o que você vê está se movendo. Não está. Está parado e continuará parado. Você é que está se movendo e não estará mais no mesmo lugar.
O que é perecível? O corpo em que você está é perecível. Um dia deixará de existir. O corpo está em movimento. Você está em movimento. Desde quando? Desde que respirou pela primeira vez. Desde a primeira respiração. Coisa incrível! Antes disso era o éter. Então você respirou e o processo da vida começou a se desenrolar. Coisa poderosa. E veio outra respiração, e mais outra, e mais outra.
O desenrolar do mesmo processo que se dá com o universo é aquilo que veio a mim e me tocou, trazendo-me a dádiva da vida. Trazendo a mim todos os dias, todos os momentos, todas as estrelas. Isso é um milagre. Todo bebê que nasce é um milagre. Não entendemos isso, e é por isso que sofremos. Tendo tudo, achamos que não temos nada. Atormentados com nossos problemas, andamos aos tropeções pela vida.
Prem Rawat
No entanto, como é belo este momento. Não posso voltar para ontem, por mais que eu tente. E não importa quanto eu me esforce, não posso ir para amanhã. Para mim, essa é a suprema sabedoria. Estou aqui neste momento, e aqui tudo é maravilhoso.
Os jovens querem viver no futuro. Os mais velhos querem viver no passado. Ninguém quer viver no presente. E onde a alegria se colocou? Onde o entendimento se colocou? No presente.
Portanto, se alguma vez você se perguntar por que é tão difícil entender a vida, talvez a resposta seja: Você não vive onde a vida está. Você se acostumou com a confusão, e isso não é agradável.
O que se pode fazer? Aprender a viver no hoje. E o que é o hoje? Mais uma chance lhe foi dada de sentir plenamente o que é estar vivo. Espantoso. É o que vem ao caso em se tratando da vida.
Prem Rawat