domingo, 31 de julho de 2011

HONDA BRASILEIRO??? VERGONHA!!!

Honda City brasileiro - COMO É POSSÍVEL?

 


 



 
Honda City brasileiro - VERGONHA!
     
Para os patriotas de plantão!!!!
Vai fundo brasileiro pagador de impostos !!!!

Continuem vendo carnaval, BBB 11, futebol e novela, é o que os políticos querem !!!!!!

 
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Honda City brasileiro é lançado no México com preço inicial de R$ 25.800 – Como é possível?
http://carplace.virgula.uol.com.br/wp-content/uploads/2009/09/honda-city-2010-mexico-01.jpg
A Honda lança no México o novo City. O sedan brasileiro, produzido na fábrica da Honda localizada em Sumaré – SP, chega ao mercado mexicano com apenas duas importantes diferenças: a primeira é a entrega com mais equipamentos desde a versão de entrada e a segunda é o preço equivalente a menos da metade do cobrado no Brasil.
No México, todas as versões são equipadas com freios à disco nas quatro rodas com ABS e EBD, airbag duplo, ar condicionado além dos vidros, travas e retrovisores elétricos. O motor é o mesmo que equipa a versão vendida no Brasil, ou seja, um 1.5 litro que entrega 116 cv de potência.

Por lá, a versão de entrada será oferecida por 197 mil pesos mexicanos, o que equivale a cerca de
R$ 25.800. No Brasil, o City LX com câmbio manual (versão de entrada) que não conta com freios ABS, tem preço sugerido de R$ 56.210.



Mesmo lembrando que Brasil e México possuem um acordo comercial que isenta a cobrança de impostos de importação, fica a pergunta: Como é possível um carro fabricado no Brasil ser vendido, com lucro, por menos da metade do preço em outro país?

Fonte:
http://carplace.virgula.uol.com.br/honda-city-brasileiro-e-lancado-no-mexico-com-preco-inicial-de-r-25-800-como-e-possivel/
 
E não é só imposto o lucro exorbitante das montadoras no Brasil, alivia as perdas em outros mercados, os trouxas macaquitos pagam para sustentar a vida na Europa, EUA e Japão, continua tudo igual, somos os colonizados, temos que trabalhar e fechar o bico.

 


http://www.radiopico.com/media/noticias/grande/CircoBrasil.jpg

                                           
SOMOS OU NÃO PALHAÇOS??????
SOMOS PALHAÇOS!?!?
AINDA TEM DÚVIDAS?!?     

TEM UM JEITO MUITO SIMPLES DE DERRUBAR A LONA DESTE CIRCO.
VAMOS  TODOS FICAR UM MÊS SEM COMPRAR CARRO ZERO.
GENTE !  APENAS UM MÊS E VAMOS VER O REVERTÉRIO QUE VAI DAR .
VAMOS  DIVULGAR AMPLAMENTE ESTA MENSAGEM  E  ADERIR MACIÇAMENTE    A  ESTA PROPOSTA. 
ESTA VERGONHA SÓ CONTINUARÁ SE O POVO BRASILEIRO QUIZER.
SÓ DEPENDE DE NÓS !!!!!!!!
      

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Reflexões sôbre a Morte!!! (Bial)

"Assisti a algumas imagens do velório do Bussunda, quando os colegas do Casseta & Planeta deram seus depoimentos. Parecia que a qualquer instante iria estourar uma piada. Estava tudo sério demais, faltava a esculhambação, a zombaria, a desestruturação da cena.Mas nada acontecia ali de risível, era só dor e perplexidade, que é mesmo o que causa em todos os que ficam. A verdade é que não havia nada a acrescentar no roteiro: a morte, por si só, é uma piada pronta. Morrer é ridículo! Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre. Como assim? E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pelametade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente? Não sei de onde tiraram esta idéia: morrer. A troco? Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu. Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente... De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis. Qual é? Morrer é um chiste. Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida. Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas. Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira. Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu. Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas, mulheres e morre num sábado de manhã. Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito.Isso é para ser levado a sério? Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo. Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas. Ok, hora de descansar em paz. Mas antes de viver tudo, antes de viver até a rapa? Não se faz. Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero. E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas. Só que esta não tem graça. Por isso viva tudo que há para viver. Não se apegue as coisas pequenas e inúteis da vida... Perdoe.... sempre!!!"

Pedro Bial

À QUEM EM 1994 DEVIA À MIM, UMA GRANA...


29 de julho de 2011 16:07
CONHEÇA A DIFERENÇA ENTRE POUPAR 100 REAIS E DEVER 100 REAIS PELO MESMO TEMPO NO BRASIL.

Se um correntista tivesse depositado R$ 100,00 (Cem Reais) na poupança em qualquer banco, no dia 1º de julho de 1994 (data de lançamento do Real), teria hoje na conta a FANTÁSTICA QUANTIA de R$ 374,00(Trezentos e Setenta e Quatro Reais).
Se esse mesmo correntista tivesse sacado R$ 100,00 (Cem Reais) no Cheque Especial, na mesma data, teria hoje uma pequena dívida de R$139.259,00 (Cento e Trinta e Nove Mil e Duzentos Cinqüenta e Nove Reais), no mesmo banco. Ou seja: com R$ 100,00 do Cheque Especial, ele ficaria devendo 9 Carros Populares, e com o da poupança, conseguiria comprar apenas 1 pneu. Não é à toa que o Bradesco teve quase R$ 2.000.000.000 (Dois Bilhões de Reais) de lucro liquido somente no 1º semestre, seguido de perto do Itaú e etc...
Dá para comprar um outro banco por semestre!
E os juros exorbitantes dos cartões de crédito?
VISA cobra 10,40 % ao mês
CREDICARD cobra 11,40 % ao Mês.
Em contrapartida a POUPANÇA oferece 0,62 % ao mês.
Campanha pela Reforma Tributária e Financeira no Brasil, já!
Se você passar para frente este e-mail, já estará contribuindo

sábado, 23 de julho de 2011

O Fanatismo terá cura?



António Rego Chaves
Numa longa entrevista concedida em 1995 ao jornal «Le Monde», o grande romancista
israelita Amos Oz , já então há longos anos empenhado no diálogo com os
palestinianos, defendia sem rodeios a necessidade da existência de dois Estados no
território ocupado pelos seus compatriotas. Referindo-se à barbárie nazi, argumentava:
«Deixei de utilizar expressões como Shoah ou Holocausto. Considero que a palavra
‘Shoah’ [em hebraico, ‘catástrofe’] se aplica sobretudo a acontecimentos como o
tremor de terra de Kobé. O que se perpetrou no continente europeu há cerca de meio
século não foi de forma alguma uma ‘catástrofe’, mas um crime, um homicídio, e é
necessário chamar os assassinos pelo seu nome. Sou contra qualquer tentativa de fazer
disso um tema metafísico, como os judeus ortodoxos e, mesmo, como alguns laicos.»
Nascido em Jerusalém, sob mandato britânico, em 1939, Amos Oz, que se tornaria em
1977 num dos fundadores do movimento «Paz Agora», depois de ter combatido como
soldado nas guerras de 1967 e 1973, gosta de acentuar que os árabes e os judeus foram
duas das grandes vítimas da Velha Europa: os árabes pela colonização, pela
humilhação, pelo imperialismo, os judeus pela discriminação, pela perseguição, pelo
genocídio. Quanto à questão israelo-palestiniana, não é menos claro: «Trata-se de um
conflito entre o que é justo e o que é justo, entre o Bem e o Bem, por vezes entre o que
está mal e o que está mal, mas nunca, nunca, entre os Bons e os Maus.»
Os textos agora publicados em língua portuguesa, com o título «Contra o Fanatismo»
(perde-se por completo, infelizmente, o saboroso tom provocatório do inglês «How to
Cure a Fanatic»), desmistificam desde o início a islamofobia tão em voga no Ocidente
dito «politicamente correcto»: «A actual crise mundial, no Médio Oriente, em Israel e
na Palestina, não é uma consequência dos valores do Islão. Não se deve à mentalidade
dos árabes, como proclamam alguns racistas. De forma alguma. Deve-se à velha luta
entre fanatismo e pragmatismo. Entre fanatismo e pluralismo. Entre fanatismo e
tolerância.» (…) «O fanatismo é mais velho do que o Islão, do que o Cristianismo, do
que o Judaísmo. Mais velho do que qualquer Estado, governo ou sistema político.» E
acrescenta, sem prescindir de uma pública autocrítica: «A minha própria infância em
Jerusalém tornou-me especialista em fanatismo comparado.» (….) «Confesso que em
miúdo, em Jerusalém, também eu era um pequeno fanático limitado por uma lavagem
cerebral. Com presunção de superioridade moral, chauvinista, surdo e cego a qualquer
ponto de vista que fosse diferente do poderoso discurso judeu sionista da época. Eu era
um rapaz que atirava pedras [aos ingleses], um rapaz da Intifada judaica.»
Mas, em que consiste, afinal de contas, o fanatismo? Segundo o autor, trata-se de algo
que está à nossa volta e, mesmo, não poucas vezes, ainda mais perto, dentro de nós.
Não-fumadores dispostos a queimar vivos todos os fumadores, vegetarianos prontos a
devorar quem se atreva a comer carne, pacifistas capazes de disparar uns sobre os
outros porque defendem tácticas antagónicas para alcançar a paz. Em suma: «A
semente do fanatismo brota ao adoptar-se uma atitude de superioridade moral que
impeça a obtenção de consensos.» Mas a essência do fanatismo, qual é? Em poucas
palavras: «O desejo de obrigar os outros a mudar». Explicitando: «Essa tendência tão
comum de melhorar o vizinho, de corrigir a esposa, de fazer o filho engenheiro ou de
endireitar o irmão, em vez de deixá-los ser. O fanático é uma das mais generosas
criaturas. O fanático é um grande altruísta. Está mais interessado nos outros do que em
si próprio. Quer salvar a nossa alma, redimir-nos. Livrar-nos do pecado, do erro, do
tabaco, da nossa fé ou da nossa carência de fé. Quer melhorar os nossos hábitos
alimentares, ou curar-nos do alcoolismo e do hábito de votar. O fanático morre de
amores pelo outro. Das duas, uma: ou nos deita os braços ao pescoço porque nos ama
de verdade, ou se atira à nossa garganta no caso de sermos irrecuperáveis.»
Eis, pois, a génese da temível anomalia, da (in)curável doença, da negra epidemia.
«Muito frequentemente, tudo começa na família. O fanatismo começa em casa.
Começa precisamente pela urgência tão comum em mudar um ser querido para seu
próprio bem.» Para seu próprio bem, para comodidade do fanático, para maior glória
de todo o clã? Adiante. Solução proposta, ou seja, o mais eficaz antibiótico, segundo o
nosso «catedrático» de fanatismo comparado: «Atrever-me-ia a assegurar que, pelo
menos em princípio, julgo ter inventado o remédio contra o fanatismo. O sentido de
humor é uma grande cura. Jamais vi na minha vida um fanático com sentido de humor,
nem nunca vi qualquer pessoa converter-se num fanático, a menos que ele ou ela
tivessem perdido esse sentido de humor. Os fanáticos são frequentemente sarcásticos.
Alguns deles têm um sarcasmo muito agudo, mas de humor, nada. Ter sentido de
humor implica a capacidade de se rir de si próprio. Humor é relativismo, humor é a
habilidade de nos vermos como os outros nos vêem.» Humor, relativismo? Lidas em
2007, impossível deixar de associar estas palavras à arrogante recusa de qualquer
espécie de relativismo – e de genuíno respeito pelo Outro – por parte do «infalível»
Ratzinger, um dos mais recentes autoproclamados detentores de verdades absolutas…
Será ainda necessário, em pleno século XXI, «écraser l’Infâme», isto é, os fanáticos,
todas as espécies de fanáticos, venham eles de onde vierem, como, pouco antes da
Revolução Francesa, preconizava Voltaire, que assegurava ser a discórdia o grande
mal que ameaçava o género humano e a tolerância o seu único antídoto? E que era
isso de tolerância, para o autor do «Dicionário Filosófico»? Nada mais, nada menos,
do que «o apanágio da humanidade». Aconselhava: «Perdoemo-nos reciprocamente as
nossas estupidezes, é a primeira lei da natureza.» Teremos aprendido a lição, lá pelo
Médio Oriente, aqui na Europa e, muitíssimo mais perto, no interior de nós prp.

Atentado na Noruega - FUNDAMENTALISTA CRISTÃO!!!

Fundamentalismo é então um movimento pelo qual os partidários tentam salvar identidade religiosa da absorção pela cultura ocidental moderna, na qual a absorção tem proporção de um processo irreversível na comunidade religiosa mais ampla, necessitando da afirmação de uma identidade separada baseada nos princípios fundamentais da religião.
Os fundamentalistas acreditam que a sua causa é de grave e cósmica importância. Eles vêem a si mesmos como protetores de uma única e distinta doutrina, modo de vida e de salvação. A comunidade compreensivelmente centrara-se num modo de vida preponderantemente religioso em todos os seus aspectos, é o compromisso dos movimentos fundamentalistas, e atrai então não apenas os que compreendem a distinção mas também outros insatisfeitos e os que julgam que a dissidência é distintiva, sendo vital à formação de suas identidades religiosas.
O muro de virtudes fundamentalista que protege a identidade do grupo é instituído não só em oposição a religiões estranhas, mas também contra os modernizadores, os quais compactuam continuar numa versão nominal da sua própria religião.
Ética e politicamente, os fundamentalistas rejeitam a homossexualidade, o aborto, a Teoria da Evolução e a possibilidade de salvação fora do Cristianismo.
  Como digo e, repito: Cãnceres do mundo são: FANATISMO, IGNORÂNCIA E TIRANIA...assim, como se vê neste evento Perverso, pessoas são destroçadas por um FUNDAMENTALISTA FANÁTICO...

O Frasco de Maionese e Café!!!





Quando as coisas na vida parecem demasiado, quando 24 horas por dia
não são suficientes...Lembre-se do frasco
de maionese e do café.

Um professor, durante a sua aula de filosofia sem dizer uma palavra, pega num frasco de maionese e esvazia-o...tirou a maionese e encheu-o com bolas de golf.
A seguir perguntou aos alunos se o Frasco estava cheio. Os estudantes responderam sim.
Então o professor pega numa caixa cheia de pedrinhas e mete-as no frasco de maionese. As pedrinhas encheram os espaços vazios entre as bolas de golf.
O professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco estava cheio, e eles voltaram a dizer que sim.
Então...o professor pegou noutra caixa...uma caixa cheia de areia e esvaziou-a para dentro do frasco de maionese. Claro que a areia encheu todos os espaços vazios e uma vez mais o pofessor voltou a perguntar se o frasco estava cheio. Nesta ocasião os estudantes responderam em unânime  "Sim !".
De seguida o professor acrescentou 2 xícaras de café ao frasco e claro que o café preencheu todos os espaços vazios entre a areia. Os estudantes nesta ocasião começaram a rir-se...mas repararam que o professor estava sério e disse-lhes:


'QUERO QUE SE DÊEM CONTA QUE ESTE FRASCO REPRESENTA
A VIDA'.
As bolas de golf são as coisas Importantes:
como a FAMÍLIA, a SAÚDE, os AMIGOS, tudo o que você AMA DE VERDADE.
São coisas, que mesmo que se perdessemos todo o resto, nossas vidas continuariam cheias.
As pedrinhas são as outras coisas
que importam como: o trabalho, a casa, o carro, etc.
A areia é tudo o demais,
as pequenas coisas.

'Se puséssemos  1º a areia no frasco, não haveria espaço para as pedrinhas nem para as bolas de golf. 
O mesmo acontece com a vida'.

Se gastássemos todo o nosso tempo e energia nas coisas pequenas, nunca teríamos lugar para as coisas realmente importantes.

Preste atenção às coisas que são cruciais para a sua Felicidade.

Brinque ensinando  os seus filhos,
Arranje tempo para ir ao medico,
Namore e vá com a sua/seu namorado(a)/marido/mulher jantar fora,
Dedique algumas horas para uma boa conversa e diversão com seus amigos
Pratique o seu esporte ou hobbie favorito.
 Haverá sempre tempo para trabalhar, limpar a casa, arrumar o carro... 
Ocupe-se sempre das bolas de golf 1º, que representam as coisas que realmente importam na sua vida.
Estabeleça suas prioridades, o resto é só areia...
Porém, um dos estudantes levantou a mão e perguntou o que representaria, então, o café.
O professor sorriu e disse:
"...o café é só para vos demonstrar, que não importa o quanto a nossa vida esteja ocupada, sempre haverá espaço para um café com um amigo. "

quinta-feira, 21 de julho de 2011

"Pescadores" (Roberto da Mata)!


Somos todos pescadores e, mais do que isso, pescadores à deriva. Perdidos e crentes naquilo que temos: água, luz, calor, motor, comida e aqueles abrigos dos quais os mais importantes dizem respeito ao pertencer a alguém ou a algum grupo, etnia, classe, país e sociedade do que a ser ou ter alguma coisa. É impressionante observar como nos sentimos seguros e salvos com tão pouco: uma reza, uma canção, um amor, um elogio, um ódio, um livro ou um copo d"água. Não existimos se não atuamos em algum teatro que nos informe sobre como ser e nos apresente um conjunto complicado e contraditório de papéis sociais - do nome de família e do clube de futebol - a coisas ainda mais abstratas, senão impossíveis, como ser completamente bom, honesto, forte, sensível, honrado e, para culminar uma enorme lista, viver tranquilo e feliz!

Como ser tudo isso e mais alguma coisa quando o tapete sobre o qual atuamos, nos é subtraído? E o drama se transforma porque somos obrigados a desempenhar papéis não planejados, esperados e desejados. Como diz o axioma de Shakespeare, o mundo é um palco e todos somos atores nesse drama para o qual não fomos convidados e no qual temos um momento de entrada e outro de saída que, para nossa angústia (e felicidade), não sabemos quando vai ocorrer.


Se soubéssemos, a vida social seria impossível por uma ausência de valores. As juras, as vocações, a dedicação, os gozos, as promessas, as vinganças, os grandes ressentimentos - tudo o que, no fundo, depende de decisão e escolha - desapareciam. Bem como a conversão, o arrependimento e a crise de consciência. O imponente "agora ou nunca" perderia o sentido. As lágrimas sem testemunho são o produto dessa finitude precipitada pelas situações-limite cujo desenlace não sabemos, embora possamos imaginá-lo. E aí está, conforme contam meus amigos mais queridos nos livros que ontem e hoje escreveram, a razão da música, da poesia, do teatro, da dança, do cinema e, acima de tudo, da literatura - dessas "artes" cujo alvo é a transformação da vida (insondável nas suas origens e fim, bem como na sua trajetória) em algo com significado. Com um início, um meio e um fim. Pois nesses casos, a verdade irrecorrível da finitude (e da morte, que é comum a todas as sociedades humanas, apesar de suas enormes - e aparentes - diferenças) transforma-se em algo prosaico, já que a experiência da morte nas artes permite viver esteticamente o fim, realizando - quando tudo vai bem - o casamento da Verdade (todos morrem) com a Beleza (nada mais formoso do que uma vida honrada).


* * *

Escrevo nesse tom porque esses dias têm marcado minha vida por passagens especiais. Da morte de um ex-presidente que honrou o liberalismo; dos desastres que deixam ver a mão sombria e cega do acaso. Tudo culminando, porém, com o resgate milagroso e, por isso, belo e redentor do humano dos seis pescadores capixabas que, depois de 21 dias à deriva e a 500 quilômetros de distância do seu ponto de partida, chegaram - notem - à "terra firme" para gozarem do reencontro com suas famílias.

Quem já viveu as duas situações, sabe bem o que é experimentar o sólido (da tal "terra firme") afundar na liquidez da morte súbita e da doença incurável. Melhor dizendo, das incertezas do viscoso - situado entre o sólido e o líquido -, que é uma figura mais adequada para as fantasias terríveis guardadas pelo não saber o que aconteceu com o filho, a esposa, o irmão ou o amigo - engolfados pelo mar imenso, pelo breu da noite e pelo frio da tempestade. Não morreram, Deus é grande! - diz um lado nosso. Estão mortos, não há esperança! - diz um outro. Quando não nos é dado saber se o lado que guarda a esperança é maior ou menor do que o desesperançado, chegamos aos limites do texto frequentemente simplório (e como poderia ser de outro modo?) que a família, a escola e o sistema nos infunde. Olha, guri, você cresce, fica forte, educa-se, casa-se, torna-se adulto, tem filhos, e um dia - depois de ter sido "feliz para sempre" - você (tranquilamente) morre...


Quando a dúvida do será que morreu ou sobreviveu bate na porta; quando somos assolados pela doença incurável que canibaliza o ser, sabemos que chegou a nossa hora. Momento de desesperar e tudo renegar? Momento de entrar em depressão e desistir de viver? Momento de se sentir traído pelos deuses e pelo tal de destino que só nos visita quando não é esperado?


Cada qual responde como pode. Uns agarram-se no outro mundo. Outros descobrem que a "nossa hora" é um áspero chamado para um renascimento. Para uma outra vida, com aqueles entes queridos dentro de nós. De agora em diante, temos que viver o mundo com um pedaço de nossas biografias cortadas, feridas, mas paradoxalmente ampliadas. Com esses entes queridos dentro de nós, temos a obrigação de honrar suas memórias e de, eis o mais difícil, fazê-las viver através de nossas vidas, toda essa felicidade que, apesar de tudo, ainda pode ser encontrada.


Pois só os perdidos podem ser achados.